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operação25 de março de 20267 min de leitura

As métricas que importam quando a IA entra no atendimento

TMA, FCR, CSAT, deflection rate. Quais subir, quais descer e como ler os números sem se enganar.

por Equipe Saturn

Quando a IA entra na operação, várias métricas mudam ao mesmo tempo, e algumas podem melhorar pelos motivos errados. Este é o conjunto que recomendamos acompanhar e como interpretá-lo sem cair em armadilha.

Deflection rate (taxa de contenção)

Percentual de conversas resolvidas sem humano. É a métrica mais celebrada, mas perigosa sozinha: deflection alto com CSAT caindo significa que a IA está empurrando o cliente para fora, não resolvendo. Olhe sempre em par com satisfação.

CSAT pós-conversa

Pesquisa curta de 1 pergunta logo no fim da conversa. Compare a satisfação de conversas 100% IA com conversas que tiveram humano. Se a diferença for pequena (ou a IA ganhar), você está no caminho.

FCR (First Contact Resolution)

O cliente resolveu na primeira interação? Com IA, esse número costuma subir bastante porque o agente não esquece nada e tem acesso a todo o histórico. Se não subir, há algo errado no acesso a dados.

Tempo médio de atendimento (TMA)

Cuidado: TMA muito baixo pode esconder atendimento mal feito. O ideal é TMA caindo enquanto CSAT e FCR sobem.

Custo por conversa resolvida

Aqui mora o ROI. Some o custo da plataforma, integrações e horas humanas, divida pelo número de conversas resolvidas (com qualidade e CSAT mínimo). Esse número, comparado ao mês anterior à IA, é a foto honesta do retorno.